É o que me interessa!

Despuez de lo tiempo pasado …

Poderia dizer que tardei a escrever por que estava sem tempo. Também poderia dizer que meu computador não é dos melhores, ou ainda diria que estive viajando, ou que há falta de inspiração… mas seriam simplesmente desculpas pra um desleixo meu.

Pois:  falta de tempo não existe e sim a má administração deste por nós. O fato de o meu computador ser lento não impede que eu escreva no site, a ainda se impedisse, quem não conhece alguém que tenha? Se estivesse viajando, poderia escrever mesmo assim, escreveria a mão, depois digitaria. E o principal: a inspiração se dá em 90% das vezes quando começamos, portanto, comece e a inspiração vai surgir.

Meu recado de hoje é breve, mas nem por isso menos intenso: amem mais.

Amem (Âmem, e não amém :D ) a cada um e a todos. Amor sem receios e sem interesses. Amor das coisas poucas e que nos completam. Amor de criaturas, amor de liberdade. Amor de fechar os olhos e sentir a brisa sem culpa. Amar de se preencher, como um rio de amor no vale de nuestro cuerpo.

Esse amor com o qual devemos enxergar as pessoas. Olhando-as nos olhos e captando toda sua verdade, bondade e carinho. Fazendo do olhar um espelho não só da alma, mas de todo o ser.

Deixo em thinking uma parte de uma música do Lenine: É o que me interessa;

“(…)A lógica do vento.
O caos do pensamento.
A paz na solidão.
A órbita do tempo.
A pausa do retrato.
A voz da intuição.
A curva do universo.
A fórmula do acaso.
O alcance da promessa.
O salto do desejo.
O agora e o infinito.
Só o que me interessa!”

    E lá vamos nós!

          Besos.

O homem e a mulher

                                       Vitor Hugo

O homem é a mais elevada das criaturas;
A mulher é o mais sublime dos ideais.
O homem é o cérebro;
A mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz;
O coração, o AMOR.
A luz fecunda, o amor ressuscita.
O homem é forte pela razão;
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence, as lágrimas comovem.
O homem é capaz de todos os heroísmos;
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece, o martírio sublima.
O homem é um código;
A mulher é um evangelho.
O código corrige; O evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo; a mulher é o sacrário.
Ante o templo nos descobrimos;
Ante o sacrário nos ajoelhamos.
O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter , no crânio, uma larva;
Sonhar é ter , na fronte, uma auréola.
O homem é um oceano; a mulher é um lago.
O oceano tem a pérola que adorna;
O lago, a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa;
A mulher é o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço;
Cantar é conquistar a alma.
Enfim, o homem está colocado onde termina a terra;
A mulher, onde começa o céu.

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Este texto traduz lindamente o lugar do homem e o lugar da mulher na vida: um ao lado do outro, se completando sempre.

E tão menos sofridas seriam as coisas do coração se eles compreendessem estas palavras do poeta? Aqueles aos quais depositamos nosso sentimento saberiam conduzi-lo como deve ser: com respeito, carinho e compreensão. E a tal ferocidade das relações dos dias atuais (e habtuais) não faria tantas vítimas… e o mundo funcionaria como a orquestra que deve ser: o amor como nosso maestro, na construção de uma complexa, bela e eterna melodia!!!!

Besos!

 

 

E vôa…

Sei bem que é um assunto saturado o tal do “como o tempo passa”, mas está demais. Este temível senhor tem passado como um suspiro…

Há um suspiro… eu estava com 4 anos, iniciano minha vida escolar na pré-escola, maravilhada com as minhas coleguinhas que sabiam recitar o alfabeto inteiro! Até com a letra “Y”!

Há um suspiro … eu estava sentada na frente de casa, com meu pai e minha irmã, ouvindo ele tocar no violão “Pela estrada fora eu vou bem sozinha, levar os docinhos para a vovózinha…”

Há um suspiro … eu estava comprando balas na conta da vó… escondida!!!

Há um suspiro … eu ganhei a minha bicicleta!

Há um suspiro … eu estava loca pra ir ao banhiro, mas se eu fosse eu perderia o ônibus. Então, temendo que meu pai se chateasse comigo por chegar tarde, não aguentei e fiz pipi nas calças… na parada. Hahahahahah

Há um suspiro… eu dizia para os meus vizinhos, mais novos que eu claro, que eu era extraterrestre, que meu mundo não era este, e que eu tinha olhos , bocas e nariz pequeninos.

Há um suspiro… eu conheci a imensidão do mar.

Há um suspiro… achei que poderia dar um “mortal” na piscina, como meus amigos faziam. O resultado foram costas muito vermelhas e uma dor que só eu sei.  :D

Há um suspiro… eu dei o mortal!

Há um suspiro… furtaram minha bicicleta.

Há um suspiro… namorei.

Há um suspiro… recebo um telefonema do meu futuro chefe, me dizendo que tiha um emprego pra mim!

Há um suspiro… pagava meu cursinho com meu trabalho, que por sinal sempre amei.

Há um suspiro… faculdade, outros trabalhos, outras coisas…

Dentre tantos suspiros deste tempo implacável estou aqui, incrédula de que tudo isso… passou. Sabendo feliz que tem muito pela frente, mas lamentando não poder lembrar de cada segundo de alegria e de aprendizado (por que tristezas~não são nada mais que aprendizados) vividos.

E assim, unindo-se como um beijo, como o mar e o céu, o tempo se une à nossa sina …num suspiro…último? Feliz.

Estava eu, dando uma olhada na velha caixa de coisas antigas, e encontrei uns poemas que eu escrevi por volta dos 14 anos. Ainda escrevo hoje, mas não lembrava do que tinha escrito por esta época!
Bom, aí está um deles:

O eremita .

Desenrola o novelo em pensamentos;
Em quão tédio em desespero;
Sonha, sonha em momentos;
Que lhe tomam por inteiro.

Sua sede aguçada;
Nas lembranças removidas;
Desta alma entrelaçada;
Que não só passa por estas vidas.

Amor, amar;
Como está bonita!
Vagando por entre tudo,
Tal qual um eremita.

A little history of love!

Dia desses me convidaram pra um jantar…
E foi assim, inesperado. Eu estava trabalhando, o telefone tocou. Era ele me avisando que me buscaria no trabalho pra irmos jantar. Como eu me senti feliz.
Entrei no carro, ele me deu um beijo na testa e me entregou uma rosa vermelha.
Chegamos em um lugar lindo, céu aberto, noite estrelada de primavera, uma leve brisa correndo.
Nos sentamos em uma mesa mais ao canto, que a vista dava para o lago (sim, tinha um lago!).
“Nunca encontrei ninguém como você”, “Você me faz feliz”, “Amor…”, ” É inexplicável o que eu sinto”… fora algumas das palavras dele. E a minha felicidade… parecia um sonho.
E, como se não bastasse, chega uma lazanha de frango, o refri de cola que não pode faltar, um doce maravilhoso… tudo o que amo. Comemos… conversamos… rimos…brincamos…
Nos levantamos até a beira do lago, ele me envolveu em seus braços, olhou-me nos olhes e me beijou como se aquele beijo fosse o último ato de nós enquanto vivos… ao fundo uma música tocava. Era ” Sweet love”… e então, como se meu tempo terminasse, e se unisse ao real… abro os olhos: era a música do meu despertador.

La vie!!

Como somos merecedores de dias assim?
Os últimos dias aqui nestes pagos têm sido metafísicos de fantásticos! Temperatura agradável, céu azul, flores, brisa… It’s same a dream!
E é como se alguém lá em cima estivesse zombando de nós com dias assim, nos frazendo perceber o que estamos colocando a perder com nosso descuido com a Mãe maior natureza…

(Se você está pensando que isso é um beliscão na bunda… acertou.)
E isto é um paradoxo… pois dias tão lindos em momentos tão revoltosos? Mais uma vez alguém lá em cima está zombando de nós…                                                                                                                    
Já dizia Machado de assis ” um povo em sua alegria, necessita de tristeza”. Não podemos viver sem o eterno equilíbrio das dicotomias, e sendo assim, não podemos ser alegres o tempo todo e não conviver com a tristeza, sem sentir um pouquinho realizados. Tenho certeza de que você já se sentiu asism, quer um exemplo? Os dias de chuva, na contra mão dos de sol, tem sua beleza, inversamente proporcional aos outros dias… e quando aquelas gotas caem, não te sentes bem? Em ouvir aquele barulho agrdável ao acordar no meio da noite?
Foram colheradinhas de algumas coisas que deixei aqui… seguidamente, com mais calma, vamos saborear um prato completo!
                                                                                                                                                                             

E assim vamos vivendo na dicotomia das coisas da vida, nos dias de sol e nos de chuva, que não teria nenhuma graça se não fosse assim!
Beijos sabor bacon!

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